Ferrugem e Osso (De Rouille et d'os, 2012) estrelado pela, sempre ótima, Marion Cotillard conta a história de Stéphanie, uma treinadora de baleias que acaba por sofrer um grave acidente que muda completamente sua vida. 
O filme começa com Alain (Matthias Schoenaerts), um homem desempregado, que vive com filho e está indo morar na casa da irmã.


Por obra do destino, ele começa a trabalhar como segurança na boate que Stéphanie está no meio de uma confusão. Ele a ajuda, a leva para casa e dá seu telefone, caso precise de algo.
O que ele não sabia é que ela ligaria para ele em um momento de total solidão, após o acidente, ela perdeu as duas pernas e está sozinha sem saber muito o que fazer.


A ligação dos dois é complexa e intensa. Em uma das cenas mais bonitas, ele sem nenhuma vergonha ou medo, a leva para tomar um banho de mar. 
O diretor Jacques Audiard nos conta essa história de dor e superação, com mais intensidade do que já vimos em seu outro filme "De Tanto Bater, Meu Coração Parou" (De battre mon coeur s'est arrêté, 2005). Quebrando paradigmas, ele mostra de forma crua e simples a vida depois de um acidente como esse. Como viver depois de ter os membros amputados? Lidando com a imperfeição humana, ele conduz a história de uma maneira incrível e realista. 


Stéphanie depois de algum tempo, consegue reencontrar a baleia que ela treinava, e é uma cena realmente sensacional das duas no aquário. Ela, com suas próteses, mas demonstrando o mesmo amor pelo animal, que na verdade, apenas seguiu seu instinto, na hora de se proteger durante o acidente que houve no parque aquático.


Acho que o filme também tem um tom de crítica a esse tipo de estabelecimento, que coloca animais para exibição e entretenimento. Por que orcas devem estar no mar e não fazendo pessoas rirem em um lugar fechado.


Marion está em uma atuação sensacional, totalmente desprovida de qualquer vaidade, ela encarna essa personagem cheia de dores, traumas e que tem coragem de enfrentar a vida, mesmo depois de uma avalanche como essa. Assistam!

Hoje trago junto com o filme, uma Quiche de Palmito com Ricota, porque filme francês sempre cai bem com a melhor coisa que eles trouxeram para nossas vidas: quiche!

Quiche de Palmito e Ricota

O que você vai precisar?

Para a massa:

  • 250 gr. de farinha de trigo
  • 100 gr. de manteiga sem sal
  • 1 colher de café de sal
  • 4 a 5 colheres de sopa de água gelada


Recheio:

  • 150 g de ricota
  • 1 vidro de palmito
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • 2 colheres de shoyu
  • Azeite Sal a gosto
  • Pimenta do reino moída na hora a gosto


Creme:

  • 03 ovos
  • 01 lata de creme de leite
  •  Pimenta do reino a gosto
  • Sal a gosto

Como fazer? 

Massa: 
Corte a manteiga em cubos e junte ela a farinha e o sal. Vá misturando até que se forme uma farofa - em seguida coloque a água e vá juntando até que se forme uma bola - não é pra sovar a massa, apenas ir juntando. Coloque a massa na geladeira enquanto faz o recheio. 

Recheio: 
Refogue a cebola no azeite, acrescente o alho, deixe dourar. Junte o palmito e a ricota e deixe por mais uns 5 minutos. Adicione o shoyu, o sal e a pimenta do reino moída. Reserve. 

Creme: 
Bata os ovos vigorosamente, junte o creme de leite, tempere com o sal e pimenta. 

Montagem: 
Vá abrindo a massa encaixando ela na forma. Essa massa é bem maleável para fazer isso com as próprias mãos - acho mais prático do que abrir com o rolo. 
Leve ao forno pré-aquecido por uns 10 minutinhos.
Em seguida adicione o recheio e o creme em cima. Forno por mais 30-40 minutos e é só servir. =)



"Os pássaros canoros.
Por que eles cantam de manhã?
Eles cantam porque estão felizes
por estarem vivos mais um dia.
Tenho cantado todas as manhãs
desde que conheci você."
Eu confesso que o Gus Van Saint nunca me impressionou muito. Porém, isso mudou no dia que eu comecei a assistir Restless. "Inquietos", como tem título no Brasil, é um filme LINDO.
Ele conta a história de dois jovens que se conhecem de uma forma bem incomum: em um enterro. Trata do câncer, da premissa da morte e de viver a vida até o dia final. Incrível como ele consegue falar disso tudo sem que a gente fique completamente triste. Sim, tem horas que você chora feito uma criança pequena. Tem outras que você sorri e lágrimas vão verter dos seus olhos, mas de emoção.
Gus Van Sant conseguiu colocar na tela uma coisa quase impossível: uma visão bonita sobre a morte.


Henry Hopper estréia o filme, ao lado da doce Mia Wasikowska. Henry é filho de Dennis Hopper, que morreu de câncer em 2010 e imagino que foi uma superação ao jovem ator lidar com isso em seu primeiro filme. Talvez a narrativa tenha deixado até mais leve essa visão que a morte traz.
Enoch e Annabel são levados pelas mãos do diretor, nos fazendo assistir uma obra de arte. Como em uma poesia que nos deixa com a alma limpa e bela.


Temos então dois jovens que compartilham suas dores pessoais. Ela tratando uma doença que a levará em no máximo 3 meses. Ele com a dor eterna da morte dos pais que se foram em um acidente de carro. Uma história de amor que tem um fim próximo e definido. Quantos de nós sempre pensou que ''era para sempre'' e deve ser difícil levar com leveza a certeza do fim? Na real, o amor permanecerá, mas não com aquela mesma amplitude que tem quando estamos junto de alguém. Porém, Gus Van Saint consegue desfilar essa dor sem parecer tão doída. Ela é apenas bonita. Linda, melhor dizendo. O filme é de uma sensibilidade incrível. A maneira como os dois começam a se envolver, de forma imediata e intensa, é uma das coisas mais belas que o cinema já nos proporcionou.


A música que abre o filme é Two of us, dos Beatles. O que nos faz já dar um sorrisinho de canto de boca sobre o que nos espera. A trilha é certeira e arrebatadora. 
Devo também citar a relação entre Enoch e seu 'amigo imaginário' - Hiroshi, um japonês que foi kamikaze na Segunda Guerra Mundial. Interessante demais as metáforas que existem nos diálogos entre eles e como foi importante a participação dessa personagem no decorrer da trama. Todo mundo quer abraçá-lo no final.


Termino esse post dizendo que apesar de todas as dores de se perder alguém que se ama, ainda mais dessa forma tão abrupta, é bom saber que o tempo que se teve junto daquela pessoa foi o melhor que poderia ter. Por isso, olhe para o lado, aproveite a vida, viva o seu amor. Mesmo que ele acabe amanhã, mesmo que ele dure para sempre. Ou além da eternidade. 

Trailer:


Para hoje resolvi trazer um escondidinho de abóbora com frango. Porque eu acho que é uma comida bem típica para um dia frio. Para aconchegar a alma. Para servir a quem se gosta.  E porque no filme, eles participam de um dia das bruxas, com gostosuras ou travessuras, o que sempre nos remete a uma bela abóbora sorrindo, não é mesmo? Vamos a receita.

Escondidinho de Abóbora

O que você vai precisar?

(para 4 porções)
  • 600 g de abóbora (usei moranga)
  • 400 g de peito de frango
  • 1 cebola grande picada
  • 2 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de shoyu
  • 100 ml de creme de leite fresco
  • Orégano
  • Azeite de oliva
  • Queijo parmesão
  • Sal
  • Pimenta do reino
  • Salsinha picada

Como fazer?

Em primeiro lugar temos que cozinhar a abóbora, no caso, assar, com essa dica lá do Pimenta no Reino, que por sua vez, aprendeu com o nosso muso eterno Jamie Oliver. Depois que experimentei pela primeira vez, nunca mais será triste descascar abóbora na vida. Se você quiser fazer do método tradicional, mas um tanto quanto mais trabalhoso, descasque as abóboras e as cozinhe em água até que fiquem amolecidas.

Cozinhe o peito de frango cobrindo ele completamente de água em uma panela. Depois disso, desfie. Eu costumo cozinhar na panela de pressão, o que leva uns 15 minutos, no máximo. Afinal, é sempre bom um pouco de praticidade na cozinha.

Bom, temos a abóbora e o frango cozidos. Vamos ao tempero e montagem do prato.

Em uma frigideira aquecida, coloque um pouco de azeite de oliva, a cebola e o alho. Deixe dourar. Em seguida coloque o peito de frango desfiado. Acrescente o shoyu, o sal, a pimenta, o orégano e deixe refogar por alguns minutos. Desligue o fogo e acrescente a salsinha picada.

Coloque a abóbora em um recipiente e esmague bem (se quiser, podes usar um processador ou um mixer - a coisa fica bem mais dinâmica e bonitinha), adicione o creme de leite, sal e bata como um purê. 

Para montagem basta colocar o frango nos ramequis e o purê em cima. Salpique com o queijo parmesão.


Leve ao forno para derreter e dourar o queijo. Acredito que no forno aquecido, uns 15 minutos já serão suficientes. Agora é só comer =)


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